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Quais as tendências do paisagismo

O paisagismo envolve técnicas e criatividade, mas também acompanha tendências. A mais citada entre os especialistas são os jardins verticais, que podem ser aplicados tanto em espaços externos como internos, sejam eles amplos ou compactos.

A estratégia é defendida pelo paisagista Ricardo Marinho num contexto em que os espaços estão cada vez menores. “Você aproveita um fundo de parede e joga um jardim na vertical, associado a um pequeno lago, espelho d’água”, exemplifica.

O arquiteto paisagista Salomão Nogueira cita as plantas tropicais como alternativas sugeridas para jardins verticais - é o caso dos filodendros, bromélias e samambaias. O preparo, sendo paisagismo natural, requer estudo das condições climáticas do ambiente.

“Quanto à composição, estuda-se o que o ambiente pede. Se o estilo é mais tropical, clássico ou eclético (mais despojado, contemporâneo), sempre considerando quesitos técnicos e estéticos”, argumenta o arquiteto.

No caso de vegetação permanente, Salomão reforça a importância de que as espécies, que não são naturais, fiquem dispostas de forma que harmonizem o ambiente, “que precisa se tornar mais leve”.

“A gente não utiliza irrigação, iluminação natural. Hoje, a permanente tem sido mais requisitada pelo resultado final, pela brevidade na montagem, mas principalmente pela praticidade. Você vai ter durante 10, 15 anos”, explica.

Para além dos jardins verticais, as palmeiras estão sendo cada vez mais adotadas por ocuparem pouco espaço. “Muitas vezes esse jardim está sob uma lage. É um elemento mais leve que uma árvore, dá uma projeção de verde”, diz Marinho.

Além disso, são trasplantáveis em estado adulto. “Dá uma ar tropical, são elegantes e acessíveis. Custo varia com espécie e porte. Tem gama de preço que vai de R$ 100 a R$ 3 mil”, considera.

Nos edifícios residenciais, helicônias, yucas, palmeira phoenix, palmeira rabo-de-raposa, palmeira imperial e buganvílias são as opções mais utilizadas. Além disso, a figura do jardineiro está menos presente, por causa da mão de obra. “Ainda mais por isso os condomínios estão optando pelos jardins permanentes”, opina Salomão.

Ricardo garante que as iniciativas do paisagismo são valorizadas no mercado. “É um diferencial. As pessoas estão abrindo mão de um espaço térreo, saindo de uma casa. O paisagismo é um item tanto de bem estar como de renda para os empreendedores”.

Fonte: Opovo - Foto: Camila Almeida





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